1.- Felpe Costa NEW HighLight
2.- Felipe Costa 30+ ALL EPISODES
3.- Vitória de Demian Maia no UFC118
4.- Demian Maia pronto para o UFC118
5.- Visitas ilustres na Academia Demian Maia
6.- Demian Maia lutará no UFC 118, em Massachusetts
7.- Demian fará a luta principal em 15 set, UFN 22, no Texas
8.- Brock Lesnar trains with Randy Couture at Camp DeathClutch
9.- BBB Experience
10.- Demian Maia Seminar, June 13, 2010

  JB Online: Demian Maia, a merecida chance de brigar pelo cinturão
Author:Guto Maia
Posted: February 20th,2010
 
  Foi um período de reviravoltas na carreira de Demian Maia. Aos 32 anos, o paulis    
Entrevista para JB OnLine

Demian Maia, a merecida chance de brigar pelo cinturão

February 20th, 2010

em JB Online No Octagon

por: Fernanda Prates

null

Foi um período de reviravoltas na carreira de Demian Maia. Aos 32 anos, o paulista foi do céu ao inferno no octógono. Felizmente, agora está no céu de novo. Após uma vitória sobre Dan Miller no UFC 109, o lutador foi chamado para substituir Vítor Belfort na disputa pelo cinturão contra Anderson Silva, no dia 10 de abril, em Abu Dhabi. Um reconhecimento que poderia ter vindo bem antes. Demian chegou ao UFC de maneira devastadora. Usou seu jiu jitsu impecável (é cinco vezes campeão mundial) para finalizar cinco adversários em seguida. E fez tão bem que quatro destas finalizações foram premiadas. Depois desta belíssima sequência, Demian já aguardava um convite da organização para disputar o cinturão. Até que, em uma luta quase aberracional, foi nocauteado em 21 segundos por Nate Marquardt. Um lamentável azar que abalou a credibilidade em suas habilidades em pé – já que as no solo sempre foram incontestáveis.

Como todo bom atleta, o racional Demian decidiu não deixar um mau dia entrar no caminho. Voltou a treinar, investiu pesado no boxe, e retornou ao octógono com uma trocação surpreendemente eficaz. Pela primeira vez, ganhou por decisão dos jurados e lembrou aos críticos dos motivos pelos quais era temido na categoria. De volta à trilha de vitórias, Demian ainda assim não esperava por uma chance de disputar o título dos médios. Alguns dias antes de saber da luta, Demian conversou com o JB, admitindo que teria que “fazer um barulho” se quisesse a chance. Coerente, lembrou que a categoria dos médios estava uma “bagunça”, e que esperaria por sua vez, sem perder o foco em seus treinos. O sonho do cinturão, naquela hora, parecia distante. Porém, talvez um pouco culpada depois do incidente contra Nate Marquardt, a sorte decidiu dar uma mãozinha para o lutador.

Após a saída de Belfort, a organização cotava Chael Sonnen para disputar, mas, machucado após uma luta, Sonnen não aceitou o convite. Curiosidade: a luta havia sido contra Nate Marquardt. Um curioso golpe do destino: o mesmo lutador que prejudicou as chances de Demian no título foi responsável pelos ferimentos que tiraram Sonnen de cena.

Agora, Demian tem a justíssima chance de reinvidicar o cinturão, na luta anunciada como “o encontro entre o melhor lutador de chão e o melhor lutador de pé do MMA”. Mas pelo que pudemos ver, já podemos esperar muito mais que chão do obstinado e coerente Maia. Nesta exclusiva para o JB, ele fala sobre o sonho do cinturão, a mudança de estilo em sua última luta e critica o “complexo de vira-lata” no mundo dos esportes no Brasil.

Como você soube que iria disputar o cinturão?

Fiquei sabendo na sexta, antes de anunciarem. Meu empresário ligou e perguntou se eu queria lutar. Aí disse que claro que lutaria, com certeza. Isso foi no começo de noite da sexta, e eu só não podia falar pra ninguém até anunciarem. No mesmo dia, anunciaram oficialmente.

Alguns dias antes, nós tínhamos conversado e você não tinha previsão de lutar pelo cinturão. Você ficou surpreso?

Eu estava esperando convite quando ganhei do Chael Sonnen no ano passado. Aí, achei que ia vir, tava esperando, mas lese falaram que ainda não sabiam, porque ia depender da luta entre o Anderson e o Thales Leites. Como a luta foi meio morna, acabaram me colocando contra o Nate, que foi quando eu perdi. Para a disputa do cinturão, o Vítor Belfort se machucou e Sonnen era a segunda opção deles, mas ele tava machucado por causa da última luta, então eu era próxima opção. Foi um pouco surpreendente.

Você lutará em abril logo depois de ter lutado em fevereiro? Não é um intervalo muito pequeno?

Não é o ideal, o ideal é um pouco mais. Vou lutar de novo depois de nove semanas. Mas, com planejamento bem feito, não é tempo ruim. O bom é que não estou vindo zerado, estou preparado e treinado. Vou só deixar o ritmo cair um pouco pra não chegar no pico antes. É uma ciência delicada, o atleta tem que deixar corpo cair de rendimento pra ir subindo e chegar bem para a luta, sem passar do pico.

Com quem você vai treinar? Vai treinar com o Dórea de novo?

Vou também, ele será um dos técnicos. Vou treinar com todo mundo que possa ajudar, só não vou treinar com Minotauro e Minotouro porque eles também são muito amigos do Anderson e seria uma situação difícil pra eles. Não quero colocá-los em uma posição delicada, vou treinar com profissionalismo.

E qual é o sentimento de ter sido escolhido para essa chance?

Foi um sonho. Eu sempre quis lutar pelo título. E a disputa chegou num bom momento. Talvez um ano atrás eu fosse menos experiente, mas agora passei por lutas importantes. A chance veio na hora certa.

E a estratégia, já tem uma?

No mundo da luta, a gente até bola estratégia, mas, na verdade, na hora são dois organismos vivos que mudam o tempo todo. Tudo muda. Ou seja, a estratégia é uma linha de planejamento muito variável.

A sua última luta, contra o Dan Miller, foi uma surpresa para todos. Você trocou muito, fez ground and pound, e parecia bem confortável. Era parte da sua estratégia, ficar na trocação?

Foi ao mesmo tempo uma estratégia, e ao mesmo tempo força das circunstâncias. Eu pensei fazer uma luta menos agressiva, mais estratégica, porque quero testar a paciência de buscar a hora certa, não só ir pra cima pra acabar a luta logo. O lutador tem que ter dois tipos de jogo. Eu me senti bem em pé e fiz um boxe mais defensivo, como o do Lyoto Machida. Como estava me sentindo seguro, botei ele pra baixo. Como ele ficou em pé, não fiquei me matando para botar ele embaixo e decidi arriscar um pouquinho. Consegui acertar um bons socos e pensei “no terceiro round, vou garantir e botar pra baixo e, se der espaço, vou finalizar”. Acho que valeu a pena, porque foi uma experiência pela qual eu precisava passar.

Qual foi a importância dessa luta pra sua carreira?

Apesar de não ter sido “exciting”, foi muito importante. Quero ser campeão do peso, tenho que me testar de tudo quanto é maneira. Desta vez, deu certo, joguei na segurança, e, pela primeira vez, ganhei uma luta por pontos. Foi uma evolução, porque eu não tinha essa segurança. Agora eu consigo me virar em pé sem me arriscar tanto, lutar numa distância. Foi impagável no sentido de experiência pessoal de luta.

Você acha que a vitória te redimiu após a derrota para o Nate Marquardt?

Redimiu, sim. Mas, na verdade, eu não tinha nada a provar. Vinha de onze vitórias e uma derrota, vim para fazer mais uma luta. Graças a deus, fui campeão, e sempre ganhei muito mais do que perdi.

Como foi o seu treinamento para essa luta?

Eu conversei com o Minotauro e pensei “po, tenho vontade de treinar luta olímpica e boxe em Cuba”. Ele falou que ia me levar, mas, na última hora, não deu pra ir e eu fui para a Bahia. Fiquei duas semanas direto e quase um mês e meio indo e voltando de lá. Foi excelente, valeu pela imersão. É como aprender uma língua, sabe? Lá era só boxe, só com boxeador, e ainda com a Champion, a melhor equipe do Brasil. Para mim, ajudou muito.

Como foi sua entrada no MMA? Foi uma transição natural do jiu jitsu?

Eu sempre fiz lutas. Praticava judô quando era criança, fiz karatê, kung fu e jiu jitsu com 19 anos. Aí eu fui ganhando títulos. Nunca fui uma pessoa violenta, mas, como gosto de me testar, fui descobrir o vale tudo. Vi meu primeiro vale-tudo em 91, 92, no Ibirapuera, com pessoas como Ralf, Renzo (Gracie) e Marcelo Bering. Aí pensei “quero fazer isso, quero me testar nisso”, desde aquela época. Desde a faixa branca, eu já queria fazer vale-tudo. Na minha primeira luta profissional, eu tinha 23 anos. Depois, passei vários anos só lutando jiu jitsu, e só fui voltar a lutar em 2005, quando competi em Abu Dhabi, em jiu jitsu sem kimono. Em 2005, também ganhei um vale-tudo na Finlândia. Em 2007, lutei meu primeiro vale-tudo nos EUA, o Gracie Fighting, duas semanas depois de Abu Dhabi. Apesar de ter acabado de sair de uma luta, era uma oportunidade boa, uma bolsa boa e uma chance de ingressar no mercado norte-americano, então arrisquei.

Você tem um ídolo no esporte?

Meu ídolo é Rickson Gracie, mas também existem duas estrelas do Brasil, muito carismáticas, que abriram as portas para todos agora: o Minotauro e o Wanderlei Silva. São duas pessoas que admiro muito.

E a má fama dos lutadores, tem justificativa?

Não tem nenhum lutador ruim fora do ringue. O problema é que, no exterior, tem muito a mídia em cima o tempo todo. Se a pessoa não tiver cabeça boa, fica “se achando”. Lá fora ou no Japão, quando tem evento, até eu, quando estou para lutar, não consigo passar no hotel! Nos dia da pesagem e da luta, o lutador tem que botar capuz no lobby do hotel, porque, se alguém descobre, pára todo mundo. Esse assédio todo acaba deixando a pessoa meio arrogante se ela tiver a cabeça fraca. Mas agressividade? Esse tipo de coisa eu não conheço.

Nós temos dois campeões brasileiros no UFC e vários nos maiores rankings mundiais, mas ainda assim o esporte não é tão difundido no Brasil. Como você avalia esse crescimento?

No Brasil, a gente tem complexo de vira-lata. Tudo que é nosso não tem valor, o negócio são os gringos. A gente criou o jiu jitsu brasileiro, todos são brasileiros, mas ninguém “tá nem aí”. Jiu jitsu não tem cobertura nenhuma. Agora está começando a aparecer, porque está dando um dinheiro, e está começando a ser visto. Nos EUA, a cultura do esporte é muito mais forte que aqui. Aqui, você abre o caderno de esporte é só futebol. Não tem cultura de esporte, a pessoa não aprende a gostar de outras coisas. Apesar do pessoal relacionar muito com a violência, acho que está saindo esse estigma. Inclusive, eu acho que vale-tudo ainda não explodiu aqui, menos por causa da violência, mas mais por causa da cultura de esporte. Um exemplo é o vôlei, que não tem violência nenhuma, mas pouca gente assiste.

Agora, os duelos brazucas: quem você acha que vai vencer a revanche entre Lyoto e Shogun?

Vai depender de quem fez a reformulação melhor, vai depender de quem percebeu melhor os erros, quem teve mais a sensibilidade treinar em cima disso. É difícil por causa disso, não dá pra saber quem percebeu mais no último confronto.

Compartilhe:

FacebookFacebookTwitterTwitterDel.icio.usDel.icio.us

twitter|site|blog|academy|ufc|academy web|demian web|bad boy

ufc112


Comments posted for this new

Leave your comments here
 
Nome / Name:
E-mail:
Assunto / Subject:


Comments:

 
Please type the letters above: