Brazilian Black Belt

 

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Entenda a razão daquele seu amigo ter se apaixonado pelo Jiu Jitsu 

10 motivos para começar a treinar Jiu-Jitsu hoje
Posted by Felipe Costa Apr 28, 2015 Categories: Felipe Costa Gracie Grappling Jiu Jitsu Motivational self defense

Se você conhece alguém viciado no Jiu-Jitsu e acha difícil entender a razão, talvez consiga encontrar nesses 10 motivos a explicação.

Recebi um convite de uma revista para citar "10 motivos para começar a treinar Jiu-Jitsu hoje", procurei imaginar atrativos para aquela pessoa que não esta familiarizada com a luta, eis o que saiu de minha cabeça. 

1) Tornar-se apto, em uma situação de perigo, a se defender.

Jiu-Jitsu, especialmente no Brasil, por ser bem conhecido entre os jovens, tornou-se sinônimo de MMA ou luta esportiva, mas a origem e parte importante do Jiu-Jitsu Brasileiro é a parte de Defesa Pessoal. Tornar-se apto a se defender não significa aprender a brigar, na grande maioria das vezes o conhecimento de defesa pessoal vai te capacitar a evitar uma situação de perigo, sem precisar bater em ninguém.

 

2) Praticar exercício físico sem aquela sensação de estar fazendo algo por obrigação.

Muitas vezes as pessoas fazem exercícios sem conseguir ter prazer neles, o fazem por obrigação por uma questão de saúde ou estética. Isso é muito comum  em quem vai a musculação ou corre. Até há os que tem prazer nesses exercícios, claro, mas o Jiu-Jitsu proporciona se exercitar com mais dinâmica e interação com outras pessoas, sem ter que se prender a aparelhos e pesos. Quantas vezes você se matriculou numa academia de musculação ou comprou o melhor tênis de corrida?

 

3) Fazer novas amizades com grupos de pessoas das mais variadas origens.

O Jiu-jitsu atrai todo tipo de pessoas independente de credo, raça ou nível social e no tatame todos são iguais e essa é uma oportunidade ímpar de conhecer novas pessoas e vivenciar suas experiências através dessas novas amizades que se formam. Alguns dos meus melhores amigos conheci no tatame e também tive chance de dar aula no mesmo ambiente para mulçulmanos e judeus ortodoxos, mas com kimono vestido, todos se respeitavam e até interagiam, esse é o poder dessa arte marcial. 

 

4) Possibilidade de competir em vários níveis, inclusive em alto nível.

Jiu-Jitsu ainda é um esporte amador, mas os atletas de alto nível se preparam como profissionais. Se aventurar em competições como o Campeonato Brasileiro ou Mundial é possível e muitos gostas de se testar, mas para competir você pode ser uma pessoa que treina por hobbie. Existem também os campeonatos locais onde a pressão é menor, categorias de peso, idade e faixa definindo níveis bem próximos possibilitando que você se teste com pessoas com a mesma experiência, idade e peso que você tem. 

 

5) Possibilidade de praticar apenas por hobbie, sem competir.

Muitas academias incentivam os alunos a competir, mas a grande realidade é que a maioria dos alunos não lutam campeonato, por um motivo ou outro. O mais importante é que se isso não for algo atraente para você, saiba que não faz diferença, é perfeitamente possível dar continuidade na sua evolução sem ter que competir. Seu professor vai saber ajudar a estipular metas dentro da própria academia que vão ser um grande incentivo para o seu progresso.  

 

6) Você vai se tornar uma pessoa melhor e mais confiante no dia a dia.

Ao iniciar o Jiu-Jitsu você vai sair da sua zona de conforto, haverá momentos que pessoas fisicamente menores e mais fracas que você lhe colocarão em posições onde você estará completamente dominado e será obrigado a desistir para reiniciar. Você vai aprender a manter a calma nesses momentos, a pensar sob pressão e diante do cansaço. São desafios fora de sua zona de conforto, mas com risco controlados, ou seja, basta pedir para parar e você pode recomeçar. Mas esse desafio dentro do tatame vai refletir na sua vida diária, seja ao fazer uma prova, entrevista ou até mesmo falar com alguém desconhecido ou em público, serão coisas que você fará sem nem sentir frio na barriga

 

7) Ao contrário de outros esportes, como o futebol, raramente você vai se machucar.

Essa é uma preocupação comum, pessoas até tem vontade de iniciar, mas pensam que o percentual de contusões é grande. Isso é uma percepção completamente falsa. Primeiro que o Jiu-Jitsu não tem impacto, não há socos ou chutes. Existe sim a parte das quedas, como no Judo, que podem ser duras no corpo, mas é possível simplesmente aprender o básico e começar os treinos sempre sem incluir essa parte das quedas (o mais comum na maioria das academias mundo afora). 

 

8) É uma atividade que pode ser feita em família.

Cansei de ver casos em que o pai foi levar o filho para treinar, se interessou e deu continuidade, o oposto também é comum, o filho vê o pai treinando e se interessa. Claro que pai e filho são apenas exemplos, já vi familias inteiras dentro do tatame ( e não estou falando da familia Gracie rs). Ao mesmo tempo que os desafios serão individuais, é extremamente divertido trocar informação em família , acompanhar o progresso dos seus parentes e estar apto a aprender e ensinar juntos, pois muitas vezes cada um desenvolve um estilo e pode brincar e estimular o desenvolvimento do outro.

 

9) É mais barato do que terapia, mais fácil que aprender a meditar.

O Jiu-jitsu é uma terapia, é aquele momento do dia que você esquece seus problemas, se distrai e relaxa.  Com o treino em si você vai atingir níveis de concentração que nem sabia ser capaz, sua cabeça realmente esquece todo resto e você passa a ter um entendimento do seu corpo e seus limites que nunca experimentou antes, isso sem falar no bate papo que sempre rola antes e depois que muitos dizem ser o mais prazeroso de tudo

 

10) Praticamente qualquer lugar do mundo tem alguém que ama o Jiu-Jitsu tanto quanto você vai amar.

Jiu-Jitsu é uma arte em ascensão, esta cada dia se popularizando mais. Hoje em dia, quase todo lugar no mundo você consegue achar uma academia ou no mínimo um grupo de amigos que treinam juntos e vão adorar ter a oportunidade de treinar e trocar experiência com alguém que vem de um estilo diferente do que estão acostumados. 

Eu poderia continuar citando infinitas razões para você começar, mas que tal fazermos melhor do que isso? Por que você não faz uma busca agora de uma academia perto de você, tenha certeza que o professor faz um trabalho sério e faça uma aula experimental. Tenho certeza que vai me escrever contando outros 10 motivos que te levaram a treinar! Lançado o desafio!

 

*Escrito por Felipe Costa - BI Campeão Mundial na faixa preta, tendo sido o primeiro e até hoje o único a se tornar campeão na faixa preta sem nunca antes ter sido Campeão nas faixas coloridas.

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The paths to overcome an injury in Brazilian Jiu Jitsu  

What to do when you think there is no solution
Posted by Felipe Costa Apr 28, 2015 Categories: BJJ Felipe Costa Gracie Jiu Jitsu Motivational

This may not be the biggest story of overcoming that you've read, and I can not say that with the next lines you will feel so inspired and motivated that your life will change. It would be an exaggeration to expect that from you from these few lines.

I could write many more lines, but today no one reads long articles on the internet, and I don't want to exaggerate the drama.

Ok, no more beating around the bush - last year (2014) was my worst year in this amateur sport that I love and turned into my profession, jiu-jitsu. In my output, I completely lost the courage to maintain a strict diet and cut the weight to my official category (Rooster weight, the lightest in Jiu Jitsu). This strongly contributed to the decision for me to avoid fighting in the adult category, even though I am already two age categories above it.

While I could not find the motivation to make myself make weight, possibly because I have been doing it for 10 years already, I could not forgive myself for that. The internal conflict of seeing the reality of my age and seeing myself move further and further away from my physical peak, despite having medaled in all of the international events in the previous season and after having won the gold medal in my last try at the traditional RIO OPEN was very difficult. Even with these good results, finally the shock of reality stared me in the eye and challenged me to take the foot off the accelerator.

The fear of losing has never, ever existed in me, but it would be better to stop before the losses become routine. Stopping would be a safe decision for my career, having managed to stay in the top three of the most important national and international championships of Jiu-Jitsu for over 10 years, having achieved gold medal at least once in all of the tournaments I've tried, except the PAN (3 silver), and in the black belt division. In theory it seems like the perfect time to stop, but an athlete's fuel does not come from medals hanging on the wall. What makes an athlete's blood boil and the butterflies in his stomach are the challenges ahead, not the ones in the past.

So there were strong moments of doubt and anguish, but in mid-May of 2014 I had to find out what was the cause of pain that I had been dealing with for many months or even years, because I'm not sure exactly when it started since pain in Jiu Jitsu is very common on a daily basis. Sometimes I struggle to remember that the pain is even there. But this time, the pain I felt in the back was paralyzing me.

With the proper tests in hand, I went to see a specialist that was highly recommended. When looking at the evidence he asked "Have you suffered a car accident?". Then you get an idea of what I felt, even though doctors exaggerate. The words from his mouth were "I advise you to not train Jiu-Jitsu anymore" or I would be putting myself at serious risk.

felipe costa passing the guard bjj

Imagine someone ripping your identity from you and telling you that you are no longer that person. That was my feeling after seeing the possibility of no longer being able to have Jiu-Jitsu in my life. I was completely aimless, but the pain was so strong that I had moments that I thought that the price to pay to not feel what I was feeling was stopping JJ. (So you imagine the level of pain).

Time passed, I was looking after me with everything that was in my power and the crisis passed. I was talking to friends who have gone through similar thing, many professionals and was seeing a light at the end of the tunnel. A student who became a great friend pointed me to another doctor and gave me a lot of support, sometimes looking like he wanted more for me to get better than myself. The other doctor was much more optimistic, but said I should only compete if as a "master" (my age division), there was no need to take the risk of fighting in the adult division. "You are not 20 anymore," he said.

At that time, the idea of fighting "master" (for those who do not know is the age category above 30 years), even if it was far away, seemed like a great deal for someone who thought they could not even train. After six months without putting on the kimono, when I finally put it back on, it was only to teach techniques in events I couldn't cancel. Gradually I was risking more, and doing super light workouts. 

In December 2014, I began to slowly increase the pace. I found that at least for now, I still can not train daily as before. What has worked for me are two days of training and a rest, plus the weekend, ie, Monday, Tuesday, Thursday and Friday. Weekend rest also, at least from the kimono.  

At the end of December I decided I felt good training and signed up for the European Championship of Jiu Jitsu. I was the champion in 2008 in the adult category. It was scheduled for the last weekend of January in Lisbon. This championship is the most prestigious in Europe and this year broke the record with 3500 registered athletes.

I signed up in my age category, and had 11 other athletes including Brazilians (the league is open), Italians, Spanish, Swedish and Finnish. My fights were not the most difficult of my life, but to have my arm raised in the end made my eyes watered slightly. Not because of the gold, but to know that my worst year is behind me. Hard times will always pass. How the rest of the year will go, I can not predict, but I look forward to it without haste! Welcome 2015.

felipe costa european champion bjj jiu jitsu

felipe costa brasa

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Os caminhos para superar uma contusão no Jiu-Jitsu 

O que fazer quando você parece não ter saída
Posted by Felipe Costa Apr 28, 2015 Categories: BJJ Felipe Costa Gracie Grappling Jiu Jitsu Motivational

O pior ano passou. Sempre passa.

Não que seja a maior historia de superação que você já leu, nem posso dizer que com as próximas linhas você vai se sentir tão inspirado e motivado que sua vida vai mudar. Seria um exagero esperar isso de você ou você esperar isso dessas poucas linhas.

Poderiam ser muitas linhas, mas dizem que hoje em dia ninguém lê texto grande na internet e eu tão pouco quero exagerar no drama.

Chega de rodeios, ano passado (2014) foi meu pior ano profissional, nesse esporte amador que amo e virou minha profissão que é o Jiu- Jitsu. De saída, perdi completamente o ânimo de fazer dieta rígida e descer de peso para minha categoria oficial (peso Galo, a mais leve do JJ), isso contribuiu fortemente para que eu evitasse lutar na categoria adulto, mesmo já fazendo parte de duas categorias de idade acima.

Ao mesmo tempo que não encontrava o ânimo de me forçar a estar no peso, talvez pelos mais de 10 anos nesse ritmo, não conseguia me perdoar por isso. O conflito interno de ver a realidade da idade chegar e me ver mais e mais longe do meu auge físico, apesar de ter feito a temporada anterior medalhando em todos os eventos internacionais e ter levado o ouro na minha última disputa de galo no tradicional RIO OPEN, mesmo com esses bons resultados, finalmente o choque da realidade me encarava nos olhos e me desafiava a tirar o pé do acelerador. 

O medo de perder nunca, jamais existiu em mim, mas não seria melhor parar antes das derrotas se tornarem rotina? Parar então seria uma decisão segura para carreira, consegui me manter entre os três melhores, nos campeonatos nacionais e internacionais mais importantes do Jiu-Jitsu, por mais de 10 anos, tendo conseguido medalha de ouro em todos que disputei, exceto o PAN (3 pratas), isso na faixa preta. 

Na tese parece o momento perfeito de parar, mas o combustível do atleta não são as medalhas penduradas na parede, o que faz o sangue do atleta ferver e o frio na barriga são os desafios a frente e não os passados. 

 

Felipe Costa passando a guarda jiu jitsu

Por isso vivia momentos de dúvidas e forte angústia, mas em meados de maio, pesquisando a razão de dores que eu ia lidando há muitos meses ou até anos, pois nem sei precisar, já que elas são partes comuns no dia a dia e as vezes tenho dificuldades até de lembrar quando não as sentia, seja aqui ou ali. Mas dessa vez, a dor que sentia nas costas,me paralisava. 
Com os devidos exames em mãos fui visitar um especialista muito bem recomendado, ao olhar a ressonância perguntou "Você sofreu algum acidente de carro?". Daí você tira uma idéia do que sentia, mas nada doeu mais ouvir, mesmo sabendo que os médicos exageram, sair da boca dele que "aconselhava que eu não treinasse mais Jiu-Jitsu" ou estaria me colocando em sério risco.

Imagina alguém rasgar a sua identidade e falar para você que já não é mais aquela pessoa. Foi essa a minha sensação ao ver a possibilidade de não mais poder ter o Jiu-Jitsu na minha vida. Fiquei completamente sem rumo, mas a dores eram tão fortes, que haviam momentos que pensei que se o preço a pagar para não sentir o que estava sentindo era ficar sem o JJ, talvez eu topasse. (Daí você imagina o nível da dor).

O tempo foi passando, fui me cuidando com tudo que estava ao meu alcance e a crise foi passando, fui conversando com amigos que passaram por coisa semelhante, vários profissionais e fui vendo uma luz no fim do túnel. Um aluno que se tornou um grande amigo me indicou outro médico e me deu muito apoio, parecendo as vezes que ele queria mais a minha melhora do que eu mesmo. O outro médico foi muito mais otimista, mas categórico "Lute de master*, não há necessidade de correr o risco de lutar de adulto, você não tem mais vinte anos"

Naquele momento poder lutar de "master*" (*para quem não sabe é a categoria de idade acima de 30 anos), mesmo que fosse demorar, já parecia um ótimo negócio para quem achou que não poderia nem treinar. 

Foram seis meses sem colocar o kimono, quando coloquei foi somente para mostrar técnicas em compromissos inadiáveis. Aos poucos fui me arriscando mais, fazendo treinos super leves. Em dezembro de 2014 comecei a aumentar o ritmo lentamente, descobri que pelo menos por enquanto, ainda não posso treinar diariamente como antes. O que tem funcionado para mim são dois dias de treino e um de descanso, mais o fim de semana, ou seja, segunda, terça, quinta e sexta. Fim de semana descanso também, ao menos do kimono. 

No fim de Dezembro resolvi que me sentia bem treinando e me inscrevi no Campeonato Europeu de JiuJitsu, que eu havia sido campeão em 2008 na categoria adulto, marcado para o último fim de semana de janeiro em Lisboa. Esse campeonato é o de maior prestigio na Europa e esse ano bateu o recorde com 3500 atletas inscritos.

Me inscrevi na minha categoria de idade, haviam outros 11 atletas entre brasileiros (o campeonato é aberto), Italianos, Espanhóis, Suecos e Finlandeses. Minhas lutas não foram as mais difíceis da minha vida, mas ao ter meu braço levantado na final, meus olhos marejaram levemente, não pelo ouro, mas por saber que o pior ano passou. Sempre passa. Como será o resto do ano eu não posso prever, mas aguardo para saboreá-lo sem pressa! Bem vindo 2015.

felipe costa brasa portugal

Felipe Costa campeao europeu jiu jitsu

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